sexta-feira, 8 de abril de 2011

Aula 7: "A batalha de Volta Redonda"



Semana passada, durante uma aula sobre novelas de cavalaria e formação da literatura portuguesa, um aluno que havia faltado no dia anterior me entregou um texto acreditando ser um trabalho avaliativo. Tudo porque combinamos, os alunos que ficaram para minha aula e eu, que no dia seguinte diríamos aos alunos que debandaram que houve um trabalho avaliativo e que eles perderam a oportunidade de ganhar alguns décimos preciosos para o fim do bimestre. O mais curioso é que o aluno, produziu um texto sobre a aula que estava correndo, que já não tinha nada mais a ver com a anterior, e sua experiência de escrita revelou uma criatividade - no mínimo - curiosa sobre os conceitos de adaptação e apropriação do passado no presente. Mas, o próprio texto fala melhor por si. Publico então, na íntegra, com a grafia e a autorização do aluno Levi Garuti, seu texto de cavalaria "A batalha de Volta Redonda: o mito e a lenda":

"Conta a lenda que em 1756, Levi, um grande guerreiro, com grande porte, salvava seu exército, com apenas um anel.
Era uma manhã, como outra qualquer, quando o grandiosíssimo guerreiro Levi, foi a igreja para rezar, quando sentiu algo diferente e foi para o banheiro. Quando lá chegou, o padre já estava, e falando para o guerreiro disse: “Vá para a guerra, pois seu talento é grandioso!” e sem nada a perguntar, se retirou.
Voltou para sua casa, almoçou aipim com filé, esperou 2 horas para digestão e começou a chamar seus guerreiros para lutar contra a Vila Brasília.
Marcado foi o duelo na Beira Rio (Retiro), quando lá chegou com seus 299 cavaleiros, já estava a “negada” reunida com mais de cinco mil.
Lá chegando, disse:
- Vocês não podem conosco!
- Hhuahausuahuhsashhuahsaus... vocês são só 299.
- Mas eu, o bonitão malhado, estou aqui!
- Então vamos começar a batalha!
- Vão “bora”!
Depois quando a guerra já estava terminando sobre um guerreiro do exército menor, Levi. Ele teve de lutar contra 4.500 guerreiros e Venceu!
E a multidão não acreditando no que via gritando para Levi:
- Levi! Levi! Levi!
E as mulheres dessa multidão mais precisamente gritaram:
- Lindo! Tesão! Bonito e “gostosão”!
E diz a tradição que o prefeito Neto mandou fazer uma estátua do guerreiro, para ser lembrada em todas as gerações futuras."

Não resta muito a fazer depois disso... Talvez só mesmo ir visitar o monumento em memória aos que morreram na batalha, às margens da avenida Beira-Rio...

5 comentários:

  1. Hahahahahaha'
    Culpada, fui uma das alunas que debandou, pena que não pude apreciar esse divertido momento, pois tive de faltar a aula seguinte também! Palmas para o Levi, é o melhor que temos (sarcasmo).

    Professor Otávio, fico honrada por "participar" (como aluna que debandou, hahaha) de seu blog, esta muito divertido e ao mesmo tempo centrado, está de parabéns!

    Beijos infinitos e até daqui a pouco na nossa tão aguardada aula de sábado às 7h da madrugada (hahaha)! ;*

    Por: Nicolle Albuquerque.

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  2. Não podemos nos esquecer do Levi ,enquanto elaborava o seu texto sobre Novela de Cavalaria, perguntando coisas como: "Professor como se escreve Aipim?" , "Professor, tem problema se eu escrever negada?"... HAHAHA'

    Por Rebecca

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  3. e também não podemos esquecer do desespero do Levi, pensando que tinha perdido um trabalho que valia 2 pontos! hahahaha. "Poxa prof, considera minha novela de cavalaria ai. Eu não matei sua aula não, tive que ir embora."

    Por Gabriella

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  4. Ahhh, Otávio... Ele merecia uns pontos por isso!!!

    HUAHUAHUA

    Mto bom!

    Bjoks

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